terça-feira, 20 de outubro de 2015

Dia do operador de caixa

Dai você se pergunta: Poxa tem dia pra tudo ! E pelo que eu andei vendo, hoje é dia do operador de caixa, aquela mocinha / mocinho que fica atras do monitor, enquanto você vai vendo a conta do supermercado aumentar.
Eu sinceramente acho o operador de caixa um mal necessário, e mal posso esperar o dia em que todos os produtos tenham um RF ID para somar todos os itens do carrinho de forma rápida, prática e AUTONOMA. Mas em um país onde até frentista de posto de combustível é obrigatório, acho que eu não vou viver pra ver isso.

Não eu não tenho nada contra o operador de caixa, e não vou generalizar aqui, ainda resta alguns que ainda o recebem com um sorriso, te dão um bom dia, boa tarde e boa noite e no final ainda te oferece sacolinhas plásticas, mas digo que em 90% das vezes o atendimento é assim: 

Depois de  uma longa fila, você chega e põe suas compras na esteira, e o ser que se define operador de caixa, ainda finge que você não existe, após você parar na frente desse ser, ele olha pra você e diz "Cartão [INSIRA AQUI O NOME DO SUPERMERCADO] ?, cpf na nota ? ... Logo em seguida ele faz o árduo trabalho de passar / pesar suas compras no sensor / balança do caixa, e ainda quando o mesmo não funciona, ele praticamente espanca o produto pelo qual você está comprando, na ânsia desesperada de ouvir o BIP do caixa, no final ele fala: Mais alguma coisa ?, nessa hora eu juro que da vontade de falar: "Ahh nossa! esqueci de comprar feijão, espera ai enquanto vou lá buscar", logo em seguida: "Deu ... reais", ohh novidade ! eu já vi esse valor na tela ! Dai se tem saquinho pra embalar suas compras, sorte, senão você implora "moça(o) não tem saquinho !", este ser, com extrema habilidade pega um calhamaço de saquinho e o joga sem olhar na sua cara, enquanto vai amontoando a compra do próximo cliente junto com a sua.

Eu imagino que deva ser difícil sorrir para todo cliente depois de 8hs de trabalho, mas será que é tão difícil assim não tratar o cliente como se ele fosse um zumbi ?

#ficaadica


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Hábitos comuns da antiguidade que farão você vomitar !

A ciência evoluiu muito para que hoje nós possamos viver por mais tempo, e isso não está somente na medicina, mas também com a descoberta de que muitos hábitos poderiam não ser muito saudáveis. Muito além do saneamento básico e higiene pessoal, muitas coisas comuns há séculos passado, podem parecer ridículos e até nauseantes hoje, confira !

Urina pra tudo !


Se você é homem e algum dia já errou o alvo e "molhou a mão", não se preocupe ! o que hoje é totalmente descartável e nojento, a séculos atrás ela tinha muita utilidade. A urina era considerada um ótimo "agente limpante", sendo usado para lavar roupas, removedor de calos, limpar os poros da face (sim, as mulheres lavavam seus rostos com seu mijo), escovar os dentes, etc. Ovos cozidos em urina de garotos é uma iguaria "Divina" na Índia ainda nos dias atuais. As mulheres também costumavam "ferver" sua urina da manhã para saber se estavam grávidas, aparentemente o surgimento de uma "nata" era sinal de gravidez.
Apesar de nojento, muito dos cremes que as moças passam nos pés para deixa-los mais macios, ainda contem uréia (principal componente da urina), comprovando sua eficácia, a diferença é que hoje em dia a uréia é conseguida artificialmente. 
Os especialistas dizem que a urina ainda fresca, ou seja ela ainda "quentinha" é totalmente estéril, ou seja, se você tiver em um deserto escaldante sem água, não pense 2x, põe ela pra dentro logo em seguida que é totalmente seguro, e você terá mais chances de sobrevivência. Sendo assim se você encharcar sua mão ao ir no banheiro, relaxa ! basta lava-las logo em seguida.

Maquiagem Estranha


As mulheres sempre usaram maquiagem para ficarem mais bonitas, porém a séculos atras não tinha Mari Kay, Natura, Avon etc. Coisas encontradas "por ai" tinham que ser adaptadas para se tornar itens cosméticos, como por exemplo, para deixar as sobrancelhas mais grossas, bastava colar coro de rato morto e tava perfeito ! Pó de arroz mesmo, que de arroz não tem nada, sempre existiu, o problema é que naquela época era feito com chumbo, que todo mundo sabe é tóxico. As mulheres também tinham que se virar na hora da menstruação, já que naquela época não tinha absorventes. Ou elas usavam várias camadas de tecidos, que tinham que ser lavados (com urina ?) diversas vezes, ou então elas usavam almofadinhas preenchidas com musgo.

Banho pra que ?


Não pense você que o ato de chegar em casa e tomar aquele banho relaxante, sempre foi um habito comum e totalmente saudável, muito pelo contrário, naquela época acreditava que muito banho fazia mal. Acontece que com a falta de água encanada, dificultava muito as coisas, e mesmo quem era rico, não costumava tomar banho sempre, quando mais todo dia. Na verdade na era medieval, o costume era tomar banho uma vez por ano ! E pior ... todos da família usavam a mesma água do banho, começando pelo mais velho e terminando com o mais novo, no final, aquela água que a maquina de lavar roupas solta devia ser "limpinha" comparado a isso. Então quando brincam falando: "E ai, já tomou seu banho mensal ?", até que estão pegando leve.
Bom, todo mundo sabe que a principal consequência da falta de banho é o cecê ... Não é a toa que naquela época as pessoas costumavam se casar em Junho, pois o costume de tomar banho era em maio, e até lá o cheirinho ainda estava suportável. E nos outros meses do ano ? Bom, eram várias as técnicas de disfarçar o cheiro, o principal era o uso de sachês de flores secas usados juntos ao corpo, ou uma caixinha de metal com furos, contendo vinagre embebido em um tecido, que dava uma amenizada. Não é a toa que os perfumes franceses são os melhores, eles tem muita experiência no assunto ! Há quem diga que inclusive o costume de dar flores para a namorada, nada mais era do que uma forma de deixar o encontro com um aroma mais agradável.

Medicina Alternativa


Eu admito, eu odeio ir ao médico ! apesar de não ter motivos reais pra isso. Ir ao médico na antiguidade podia ser sinônimo de tortura medieval literalmente. Se você não estava se sentindo bem, era só mandar pra dentro o primeiro mijo da manhã, e ainda se tivesse um sabor "adocicado" é sinal de que a pessoa tinha diabetes (e tinha mesmo). Aliás, essa prática ainda é comum em alguns povos da Índia e da Austrália. 
Aqueles chazinhos que a sua vô fazia para acalmar o estômago era tudo que eles tinham, inclusive para curar doenças sérias como a ulcera. Pode parecer fraco, mas muitos medicamentos como por exemplo a dipirona, nada mais é do que extrato de plantas. Farmacêuticos naquela época, eram vendedores ambulantes que saiam por ai, vendendo extrato de plantas medicinais como remédio, e alguns deles eram alcoólicos. Inclusive o Rum era considerado um remédio que expulsava todos os demônios do corpo. 
Porém nem tudo era saudável como acreditava ser. Em algumas regiões da Europa, usavam algo que poderia ser chamado de "copinho da caganeira", nada mais era do que um copo feito de um metal tóxico (ou com liga), nele a pessoa colocava vinho, e deixava a noite inteira lá. A acidez do vinho soltava um pouco do metal, e a pessoa tomava pela manhã. Logo a pessoa tinha violentas diarreias e vômitos que acreditava ter efeitos "limpantes" no corpo. Uma versão parecida era na no formato "bala", onde a pessoa engolia uma esfera feita de um metal toxico, e apresentava o mesmo resultado, a diferença é que uma hora essa esfera "saía", e ela era usada várias e várias vezes pela família toda e por várias gerações.
Doenças como a sífilis e a gonorreia também eram um problema, e todos sabiam como que pegava. Como não tinha uma farmácia próxima para comprar uma camisinha, então se você quisesse pular a cerca com segurança, o jeito era usar intestinos de animais. Bastava cortar um pedaço, dar um nozinho na ponta e socar a vara, o bom é que também já vinha lubrificado.
Agora se a coisa ficava mais séria, como por exemplo uma cárie, a séculos atras era sinal de que você ia voltar sem o dente. E não pense que o processo era higiênico e indolor como hoje, pois se você reclama da picadinha da anestesia, pense naquele alicate enferrujado da maleta de ferramentas do seu pai, pois era em algo parecido com aquilo que você ia enfrentar. O que ajudava era que ou você estava dopado com éter, ou na indisponibilidade disso, você tava bêbado. 
Outra coisa comum na hora de apelar, era a sangria, e quem fazia não era um médico, era o barbeiro. Sangrar lentamente acreditava poder curar dores e males incuráveis de outra forma, inclusive usavam também vermes sangue-sugas para isso. Por mais bizarro que isso possa parecer, até mesmo nos dias atuais, usam sangue-sugas (criadas especialmente pra isso), para tratar membros reimplantados, ou necrosados. Vermes também são usados atualmente, em alguns casos de infecção, pois eles só comem a carne podre.
Outros procedimentos bizarros também incluíam enemas, que nada mais é do que enfiar um cano no seu ânus, afim de lavar seu intestino, igual se lava o ralo entupido do quintal. Inclusive em algumas culturas isso ainda é bem comum. Então se um dia uma enfermeira russa lhe disser: "Я думаю, вам нужно клизму" (eu acho que você precisa de um enema), tome cuidado !
E se você assistiu aquele filme: "A espera de um milagre" e ficou indignado do personagem de Tom Hanks relutar tanto para ir no médico, saiba que é porque provavelmente o médico iria lhe enfiar um cateter metálico até sua bexiga, através de sua uretra inflamada, afim de tratar sua infecção urinária. Lembre-se que a penicilina, só foi descoberta depois da segunda guerra mundial.
E esqueça os remédios para depressão, problemas piscicológicos eram tratados com choques e punções no cérebro, inclusive a lobotomia ainda era usada até o final dos anos 40. Lobotomia nada mais é do que inserir uma grande agulha através da lateral do olho, onde o osso é fino, afim de cutucar o cérebro e cortar terminações nervosas, ela foi proibida na medicina moderna, depois de um paciente morrer, ao tentarem a lobotomia nele pela terceira vez. Uma pessoa famosa que passou por uma lobotomia foi a Rosemary Kennedy, irmã do ex presidente dos EUA, o John Kennedy, ela ficou incapacitada mentalmente, porém viveu mais que seu irmão, morrendo em 2005.

Banheiro


Na era medieval, banheiro nada mais era do que uma cabine com um buraco profundo, e suas fezes ficavam por lá. Porém quando a coisa apertava a noite, era só puxar de baixo da cama um banheiro portátil, igual da foto acima. Seu vô pode ainda ter sido um amante dos penicos, porém esse ia mais longe, ele servia tanto para o numero 1 como para o numero 2, e pela manhã era só jogar tudo pela janela que tava tudo certo. Inclusive os Reis tinham também a sua versão mais chique:
Se você tivesse contatos na corte real, poderia arrumar o prestigiado emprego de limpador de bunda real. Sim você iria ter o emprego invejável (e não estou sendo irônico) de limpar a bunda do rei e sua caixinha de dejetos pessoais. Dai você deve imaginar, limpar a bunda com que ? papel higiênico ? claro que não né ! naquela época usavam-se folhas, então era de muita responsabilidade não pegar algumas urticárias, pois isso podia resultar em forca !
No caso dos marinheiros a coisa era mais fácil, pois o mar estava logo ali, mas e as folhas ? Não tinha, ao invés disso tinham grossas cordas que ficavam se arrastando pelos mares, depois do serviço era só recolher a corda, limpar e jogar de volta ao oceano para alimentar os peixinhos, até porquê a próxima pessoa vai querer usar a corda o mais limpa possível.
Mas parece que a coisa evoluiu rápido, e logo inventaram um banheiro mais próximo do que conhecemos hoje, pelo menos para os mais ricos. Nada mais era do que uma salinha com vários troninhos, onde as pessoas se sentavam lado a lado, e no meio tinha uma pia com várias esponjinhas. Sim ... essas esponjinhas eram usadas por todo mundo, e não viam nenhum mal nisso, afinal de contas elas ficavam numa pia com água corrente para ser usadas na frente de todo mundo:


O legal era que naquela época podia conversar melhor com o colega na hora do numero 2.

Hora do lanche !

A hora do lanche podia ser mais divertido do que imaginamos. Principalmente porquê muitas vezes o trigo mal estocado, ou já velho podia estar infectado com esporão do centeio, que é um fungo que causa alucinações iguais ao LSD, porém a bad trip podia vir acompanhado de gangrena estragando toda a brincadeira.
Até que inventassem a geladeira moderna, a conservação dos alimentos sempre foi um problema e muita imaginação foi posta a prova para isso. Um exemplo disso é o ovo de cem anos:

e ai, encarava ?

Essa delicia chinesa foi inventada com o propósito de conservar os ovos de pato, que nada mais é do que o ovo crú, envolvido em vários ingredientes como argila, cinzas etc enterrado por meses e até anos.
Outra iguaria sem igual é o Surströmming, uma iguaria sueca da época onde o sal, principal componente de conservação dos alimentos na antiguidade, era raro. Sendo assim a ideia era saber qual a quantidade mínima de sal necessário para conservar peixes. O resultado é a comida mais fedida do mundo, que só os suecos conseguem comer. Inclusive proibida em alguns aeroportos, pelo perigo de explodir na baixa pressão atmosférica em que a bagagem é acondicionada. Veja só se você encara: 

Se ainda assim você achou isso parecido com sardinha enlatada, veja só a reação desses caras ao encarar o desafio:

E ai mudou de idéia ? Da pra imaginar que essa brincadeira ai era o café da manhã de muita gente, então pense 2x antes de achar macarrão com sardinha algo nojento.



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Termômetro Digital com o Attiny


Aqui vai mais um projeto muito legal, e apesar de redundante é bem útil. O diferencial desse termômetro para dos demais vendidos comercialmente, é que ele usa um display digital de led de 7 segmentos para mostrar a temperatura ambiente, que torna a leitura muito visível até mesmo a noite. Outro diferencial é sua precisão, dado pelo CI LM35, que mostra a temperatura exata, ao contrário desses outros que dão "uma idéia" da temperatura ambiente.

Já vou avisando que eu projetei esse termômetro para mostrar temperaturas positivas, digo isso porquê o LM35 irá retornar uma tensão negativa caso a medição seja uma temperatura abaixo de zero, e os microcontroladores AVR (no caso do Attiny), não são capazes de ler, só conseguem ler dados analógicos positivos. Ou seja esse termômetro vai parar no "00" caso a leitura seja uma temperatura abaixo de zero. Digo isso pois você pode querer usar esse projeto para monitorar um freezer ou coisa assim. Há como fazer isso, porém você terá que "enganar" a leitura, ou subindo a tensão de leitura (no caso por exemplo -50º = 0v) ou teria que usar uma outra porta analógica só para ler a tensão indo na direção contrária. No google há vários exemplos de como fazer isso.

A montagem é simples porém trabalhosa. A ideia é usar 2 ci 75hc595 para multiplicar as portas de saída do Attiny (que só tem 6 disponíveis), um CI para cada dígito. A ligação do ci 75hc595 em cada display também é simples, basta ligar cada porta em um segmento de led, e o GND em comum sai um resistor de 1k para regular a tensão dos leds. De uma olhada na relação das portas no display abaixo:


O primeiro algarismo é o mestre (que tem o pino "Data" do ci75hc595 ligado diretamente no Attiny) e o segundo algarismo é escravo (ligado o pino Q7' do ci mestre, no pino "data" do segundo ci 75hc595), multiplicando assim 3 pinos do Attiny em 16. Os pinos "latch" e "clock" são comuns nos 2 ci75hc595. De uma olhada na minha referência:
O ultimo passo é ligar o sensor de temperatura LM35 em uma das portas que sobrou do Attiny, o resto fica por conta do código. No código você pode definir todas as portas usadas nesse projeto, assim como o calculo e a montagem dos números para o display. Para baixar o código clique aqui. No código há rotinas para economizar energia, faz com que o Attiny desligue por um tempo e acorde para atualizar a temperatura atual, indispensável para ser usado com bateria.

As aplicações desse projeto são bem amplas, você ao invés de soldar o LM35 diretamente na placa, pode estender com um cabo para fazer a leitura num boiler, leitura da temperatura corporal, e até blindando o sensor hermeticamente, ler a temperatura de líquidos, basta que a faixa de leitura seja de 0 a 99º. Lembre-se o sensor LM35 pode ler de -55º a 150º, basta modificar um pouco esse projeto, nesse caso deixo pra você quebrar a cabeça um pouco, só compartilhe aqui o que você fez ok ?

sábado, 19 de setembro de 2015

Dado eletrônico usando o Attiny

Eu sei, a internet está cheia de dados eletrônicos por ai, mas por que eu quis reinventar a roda ? Muito simples, eu queria um projeto que fosse o mais simples e barato possível e ainda ser o mais "divertido". 

Divertido pelo fato de que ele não simplesmente joga aleatoriamente um resultado nos leds, mas você pode rodar o dado pelo tempo que quiser, e você ainda vê isso acontecer. É mais ou menos como jogar naquelas maquinas de cassino, você aperta e segura o botão e ele vai mostrando rapidamente números aleatórios nos leds (numa frequência de 0,1 segundo), sendo impossível você "escolher" um numero, ao soltar o numero para de rodar e "trava" por 5 segundos. Ele trava justamente para que se caso o resultado não tenha agradado o jogador, não seja possível ele rodar novamente "acidentalmente", tornando o jogo mais justo. Se você acha pouco ou muito esse tempo, basta alterar a constante "tempo" no código fonte, antes de compilar.

Esse projeto basicamente usa um Attiny85 (porém pode usar até um Attiny25, mas no Brasil a diferença de preço é quase nula, não compensa) e um CI 74HC595, já que o attiny tem somente 6 portas disponíveis e para esse projeto precisaremos de 8 (7 para os leds e 1 para o botão), abaixo eu mostro a minha referência para ligar o CI 74HC595 no attiny:
E nessa próxima imagem, como deve ser ligado os leds nas suas respectivas portas:



Eu ainda não passei para uma placa definitiva, (vamos ver quando terei saco pra isso), mas de maneira geral funciona bem, e ainda está implementado para funcionar com uma bateria botão de 3V (CR2032), sendo assim nada de resistores para os leds, já que todos os componentes funcionam bem com 3V. E nada de chave liga-desliga também, pois no código está implementado para que o Attiny desligue toda vez que os leds apagam, eu medi a corrente com um multímetro e quando os leds estão desligados a corrente era ZERO (sim eu fiquei impressionado com esse modo de economia do Attiny, ta de parabéns Atmel !). Aparentemente o 74HC595 também não consome energia quando todas as saídas estão em low. Bom chega de falar, veja como ficou:

Exemplo como ficou (ainda na protoboard)

Como eu disse, esse projeto não tem a necessidade de nenhum resistor nem capacitor (se achar necessário fique a vontade de por), somente a ligação direta mesmo. Se você viu um lm78l05 perdido ali na protoboard, é porque primeiramente eu fiz ele funcionar numa bateia de 9V, depois mudei de idéia, mas deixei ele espetado lá numa trilha nula, pois eles realmente são fáceis de perder. Caso tenha se interessado, aqui está o código para ser compilado via IDE do Arduíno (Você achará dezenas de tutoriais por ai de como gravar o Attiny usando arduino). E para não ter erro, aqui está a biblioteca do Attiny85 que eu utilizei, que aliás para esse projeto eu setei o Attiny para rodar a 1Mhz (oscilador interno) afim de economizar energia (lembre-se de usar a opção "gravar bootloader" para fazer isso). Qualquer dúvida fique a vontade de coloca-la nos comentários deste post.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Reutilizando um Drive de CD para notebook num computador normal

Essa é pra você que tem um notebook velho e não sabe o que fazer com as peças, ou simplesmente quer utilizar a porta sata do DVD para um segundo HDD mas também não quer perder o Drive para um uso futuro.
Como você deve ter reparado, os drives de DVD mais modernos SATA, compartilham do mesmo conector de dados para PC Desktop, você consegue encaixar um cabo SATA normalmente nele, o problema é o conector de energia (que diferente dos HDDs sata para notebook) é mas curto e não é fácil achar um adaptador para ele, e quando acha o preço é salgado.
Porém eu descobri uma forma simples e barata de adaptar um conector de energia SATA comum, para a versão mini usado no drive de DVD. Você vai precisar:
  • Estilete
  • Conector de energia SATA (pode ser de uma fonte velha),  não blindado
  • Alicate de corte
  • Mini chave de fenda
  • Um bom olhômetro
Pra começar, você vai precisar deste tipo de conector de energia SATA, pode ser de uma fonte velha:

Clique nas imagens para ampliar

Repare que esse conector os pinos são destacáveis, o outro modelo, blindado pode não dar certo. Comece usando uma chavinha de fenda para abrir as travas dos pinos e desmontar o conector:



Repare que cada conector de energia é direcionado para 3 pinos. Para fazer essa adaptação, vamos usar apenas o pino do meio, sendo assim corte os pinos laterais:

 

Agora muito importante ! Repare que eu selecionei o fio vermelho e descartei os outros, pois esse conector usa somente +5V, muito cuidado com isso, pois se você ligar na saída amarela, de 12V certamente você vai queimar o seu Drive !

Vamos montar o conector, primeiramente localize a forma em "L", essa é nossa referência do "Pino 1":


Agora volte no conector, ao pino 1, o fio de energia +5V, nesse caso o fio vermelho, e logo em seguida o GND, nesse caso o fio preto, o resultado final deve ser esse:


Agora finalmente vamos deixar esse conector do tamanho compatível ao conector do DVD ROM, use o alicate de corte, ou se preferir o estilete aquecido no fogo, para cortar o conector logo após o fio preto, você vai cortar fora o encaixe dos outros 3 fios que descartamos:


E damos acabamento, tirando as rebarbas com o estilete, o resultado final é esse:

 

O novo conector deve se encaixar agora perfeitamente na entrada de energia sata do DVD Rom, para testar, ligue o fio vermelho na saída +5V da fonte e o preto na saída GND ou negativo. 


Você pode até adaptar num conector molex para servir em qualquer fonte de PC.


Basta ligar à qualquer porta sata do seu PC que ele irá reconhecer como um DVD ROM normal. Podemos também liga-lo à USB, para isso você vai precisar de um conversor de SATA para USB, e puxar os +5V e GND da própria USB, mas tenha em mente que ele poderá não funcionar com a limitada corrente oferecida pela USB, eu testei vários drives de dvd, e dependendo do fabricante pode ou não funcionar alimentado pela USB, é uma questão de teste. No exemplo abaixo eu usei um conversor de SATA e IDE para USB, eu abri e soldei os cabos direto na alimentação +5V da usb:



Resultado final da adaptação do drive SATA para porta USB

Caso você não tenha um conversor SATA para USB, mas tenha um case de HDD externo, ele pode servir, porém você terá que soldar o cabo sata diretamente na placa, da um pouco mais de trabalho, mas o resultado é o mesmo.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Micro DIMMER usando apenas 5 componentes

Esse minusculo dimmer de tão simples e pequeno parece até um desses circuitos fake que vemos aos montes por ai, eu mesmo fui tirar a prova, e funciona muito bem e é bem preciso.

Ele usa apenas 5 componentes (descritos no esquema), que é o mínimo para controlar o triac, de tão pequeno acredito que nem seja necessário uma placa, porem no meu caso eu achei melhor montar numa plaquinha. Os componentes são bem comuns, e certamente você tem espalhado por ai, tirando o diac e triac é claro que é mais especifico, a versão que eu encontrei era para 220V (que usava um potenciometro de 250K), sendo a minha região aqui 110V eu tive que substituir ele por um de 100k, pois por mais da metade do curso, ele ficava inoperante. Aqui está o esquema:


Mesmo os dimmers estando saindo de moda, por causa da substituição das lampadas por LED/Fosforescentes que na maioria não aceitam dimmer, ele pode ser bem útil em aparelhos eletro domésticos que usem motor como furadeiras, ventiladores, liquidificadores, mixers etc, que não tenham um controle de velocidade, ou até mesmo o controle de velocidade é muito crú. Nos testes que eu fiz, a tensão da minha residência estava em 130V e com o potenciômetro no máximo ele estava dando 125V e no mínimo 50V. Ele é tão pequeno que certamente caberá dentro de qualquer equipamento médio, fixando-o pela rosca do potenciômetro. Confira como ficou.

Clique na imagem para ampliar

Repare na barra de alumínio servindo de dissipador de calor, fixado no triac, necessário em caso de uso de alta potência, lembre-se também que a carcaça do triac é ligado ao pino do meio (T2) e estará com tensão quando ligado, caso isso seja um problema pra você isole o parafuso e a carcaça para a tensão não passar para o alumínio, igual está a imagem. Outra coisa a se considerar é usar uma trilha reforçada nos pinos T1 e T2, pois considere que 1mm de trilha aguenta apenas 1A. Conselho que eu dou é soldar os cabos de entrada e saída praticamente juntos dos pinos T1 e T2 do triac. Eu ainda não testei em um equipamento pesado, porem pretendo instalar numa politriz que não tem controle de velocidade, em breve postarei aqui como se comportou. 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ventiduino - ventilador controlado por controle remoto usando Arduino

Essa vai pra você que quer comodidade total (assim como eu), afinal de contas,se ar condicionado tem controle remoto, pq não há no mercado um simples ventilador assim ? afinal de contas, muitas vezes um simples ventilador de mesa é tudo que você precisa.

Eu sou do tipo calorento, porém tenho sinusite crônica, ou seja não vivo sem um bom ventilador. Apesar disso, muitas vezes eu acordo a noite ou incomodado com calor e o ventilador está desligado, ou incomodado com o vento excessivo que eu deixei ao dormir, sendo obrigado a levantar da cama para ligar/desligar/alterar a potência. Depois de muito pesquisar e ler possíveis soluções, cheguei a conclusão de que a maneira mais fácil e barata para controlar o ventilador remotamente é utilizando o Arduino.

O Arduino Mini

No meu projeto estou levando em conta a reciclagem de diversos componentes que já tenho em casa, para baratear o máximo possível, então eu encontrei no mercado uma solução bem simples e barata do arduino chamado Arduino Mini:
Considerando o preço (em torno de R$15,00), fiquei impressionado com o tamanho e a versatilidade, ele é tão pequeno que pode ser encaixado em qualquer protoboard, porém ele faz tudo que o UNO também faz (só que é bem mais barato), ele somente não tem a saída USB, ou seja, a sua programação tem que ser por serial TTL. Eu não vejo problema algum nisso, pois de nada vai adiantar uma interface USB depois que o projeto estiver pronto. Na verdade as placas arduino com interface USB, contem embutido um conversor de USB para TTL Serial, algo que a encarece.

Bom, meu PC tem uma saída serial, porém eu não posso utiliza-la diretamente no arduino, pois ele é um serial RS-232 que trabalha com sinal digital de 12v. Procurando na internet eu encontrei um pequeno e simples (e de baixo custo) circuito que converte a saída digital de 12v do RS-232 para os 3.3v da saída TTL:

Clique na imagem para amplia-la

A única coisa que faltou foi o pino DTR, necessário para resetar a placa do arduino antes de enviar o sketch. Eu resolvi isso ligando um capacitor cerâmico de 0,1uF entre o pino RTS da serial e o pino DTR (ou reset) do arduino (conforme sugere no proprio site da arduino). Na verdade não é necessário usar o DTR, porém você terá que apertar o botão reset logo antes do IDE do arduino enviar o sketch, e muitas vezes saber a hora exata de apertar o reset pode ser um problema. Com esse capacitor, você verá o arduino resetar automaticamente antes do PC enviar o sketch para a placa do aduino. E é claro, usei um simples cabo USB para pegar os 5v necessários para alimentar a plaquinha conversora e a plaquinha do Arduino. Ahh e lembre-se que as saidas Tx e Rx entre a serial e a placa do arduino são em "crossing over" ou seja, é invertido: Rx no Tx e Tx no Rx.

A modificação

Inicialmente eu pensei que seria necessário adaptar um DIMMER controlado pelo arduino, para desligar/ligar e controlar a velocidade, (cheguei inclusive à comprar as peças e fazer o código para isso), porém eu pensei melhor, e percebi que eu estava na verdade fazendo da forma mais difícil e menos funcional, pois desta forma ele somente seria controlável pelo controle remoto. Não é necessário ter outro mecanismo de velocidade, pois o próprio ventilador já tem ! O ventilador em questão é um "Arno Alívio", que tem 3 velocidades controladas por um botão frontal:


As velocidades são selecionáveis por 3 fios internos que sobe para o motor, cada um para uma velocidade, quando nenhum dos 3 está energizado, o ventilador desliga. A ideia é transferir esse chaveamento para 3 relês e controla-los pelo arduino, e ainda não desativar a chave frontal física do ventilador, essa agora foi redirecionada para 3 portas no arduino, assim eu posso controlar o ventilador tanto pelo controle remoto como pelo botão original. O primeiro passo foi desligar a chave física e no lugar ligar o +5v e quando é acionada a chave, ela redireciona para uma das 3 saídas, essas ligadas em 3 portas do arduino ele sabe se você mexeu na chave (alterou o estado dela) e assim a velocidade e até mesmo se você quer desliga-lo por ela (não há +5v em nenhuma das 3 portas). Para entender melhor, de uma olhada nesse esquema.

Clique na imagem para ampliar

Software

Nada disso vai funcionar se não tiver o código implementado. Se quiser copiar o que eu fiz, clique aqui, nele eu usei uma biblioteca para codificar controle remoto, que está junto, afinal de contas , reinventar a roda não é preciso.

O Resultado final é esse:

Repare que eu deixei os pinos da serial disponíveis para futura atualização da firmware


Programando o Controle Remoto



Resultado Final

Agora é adeus sair da cama no meio da noite !


Atualização 02/12/2016

O projeto já vai fazer mais de um ano, e funciona perfeitamente ! Eu considero um projeto de sucesso que já ajudou muita gente a modificar seu ventilador, e proporcionar mais conforto ao seu utilizador. Parece algo simples, mas esse projeto já virou trabalho de TCC em curso de engenharia e já foi até copiado para outros projetos maiores.

Devido a grande procura de pessoas sobre ele, eu tive um sério problema de pessoas sem conhecimento algum em eletrônica me procurando no meu e-mail e me "perturbando" com questões básicas que poderiam ser resolvidas com um pouco mais de dedicação e estudo. Sinceramente, já é de muita boa vontade eu perder meu tempo postando o projeto aqui, e disponibilizando inclusive o código fonte (a parte mais complicada), fotos e videos do funcionamento. Eu trabalho como todo mundo e nunca ganhei nada com ele (nem com outros projetos), nem mesmo oferecendo consultoria. Por isso eu dei um basta e removi os comentários e meu e mail dos projetos a fim de ter paz.

Porém eu não quero prejudicar aquele que realmente tem condições técnicas de realizar o projeto, por isso eu criei um grupo no Yahoo, para que eu e inclusive outros usuários possam ajudar a construir você mesmo o seu próprio Ventiduíno e até mesmo outros que possam surgir. Então se você precisa de uma ajuda de nível intermediário, peça sua inscrição aqui:


Irei aprovar assim que possível.