terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A gordofobia, por um gordo


Eu era muito jovem, não tinha 18 anos, quando uma colega de classe virou pra mim e disse: "É uma pena, você é bonito, pena que é gordo, senão eu ficava com você". Minha reação de espanto foi em proporção à sua negação em repetir a frase: "Não ... nada ... esquece o que eu falei". A minha maior reação não foi ela me chamar de gordo, mas apontar uma qualidade, afinal de contas, ela me achava bonito. Foi ai que eu descobri o que hoje chamam de "gordofobia", que é a aversão descontrolada e exagerada com os "acima do peso", pois nós somos o total avesso do que a sociedade determina como normal e aceitável.

Não é fácil ser gordo, isso eu aprendi em meus trinta e poucos anos, a vida me ensinou que carregar 50Kg a mais é um fardo maior do que o esforço do corpo em si em carregar peso. Isso já começa em casa quando você é ridicularizado pelo seu próprio pai constantemente e diariamente, mas isso é apenas um preparatório para o que vem lá fora. Fazer amigos, arrumar emprego, arrumar namorada, se torna mais difícil do que parece ser. Em todo lugar que você vá e em tudo que você faça, ser gordo vai ser um problema difícil de contornar, e com os anos aprendemos a lidar com isso, principalmente onde o problema começa, na saúde.

Ir ao médico pode se tornar uma experiência bem desagradável, principalmente quando praticamente tudo jogam a culpa no excesso de peso. Lembro como se fosse ontem quando um ortopedista apenas olhou pra minha cara e disse: "Eu não posso te ajudar com você deste jeito, faça uma cirurgia bariátrica, perca 50Kg e dai sim volte aqui". Nem preciso dizer que nunca voltei lá, e nem voltarei se um dia eu perder esse saco de cimento que carrego todo dia. pois eu sempre fui contra ao fato de ter que comer como um doente para ter saúde, pois na minha concepção uma pessoa que come normalmente 3x ao dia não precisa ter 80% do estômago removido e mais um pedaço do intestino para ser normal.

Tudo isso não para por ai, pois se você se acha um gênio ao recomendar á um gordo fazer regime, saiba que você está assinando atestado de burrice. Todo gordo fez regime a vida toda, o meu maior record foi chegar aos 90Kg, eu fazia regime, tomava remédios (tarja preta) e fazia academia, e desisti quando percebi que eu não podia fazer aquilo a vida toda, não podia mesmo, e recuperei todo meu peso ao parar de tomar o remédio e fazer a academia.

Sim, parei de fazer academia, e sabe porquê ? porque eu nunca e em nenhuma academia eu me sentia bem vindo. Os olhares de desprezo infinito sempre foram rotineiros na minha vida, mas quando se mistura o cheiro de metal com suor, parece que ativa algum hormônio no cérebro que inibe a inteligência, e faz as pessoas serem mais ignorantes do que já são em situações normais. Os marombeiros (que se acham melhores que você) te tratam mal, assim como as gostosonas, e o resto das pessoas normais estão muito amedrontadas para falar sequer um oi. Ou seja, quando um gordo vai a academia ele não pode esperar nenhum tipo de interação social, e isso inclui bom dia, boa tarde e boa noite.

Mesmo assim atividade física nunca foi um problema pra mim, eu só fui ter carro depois dos 27 anos, antes disso todo lugar que eu ia, tinha que ir a pé (e mesmo assim, muitos não consideram andar como atividade física), e mesmo assim, comendo normalmente (quer você acredite ou não nisso), e sendo ativo fisicamente, continuo assim, como a vida toda, gordo.

Hoje, meu plano de saúde acha que eu peso 80Kg, e vão ter uma surpresa quando descobrirem que eu engordei "depois que fiz o plano", ops ... vou precisar de uma cirurgia bariátrica. Seria a solução definitiva ? Talvez sim, afinal de contas todos nós não temos força de vontade o suficiente para emagrecer não é mesmo ? Então OK ! eu me rendo, me mutile para ser normal, por favor !

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Transforme seu velho roteador em um repetidor de sinal Wi-Fi

Sabe aquele roteadorzinho velho que você não usa mais, jogado numa gaveta qualquer ? então, ele pode servir como um potente repetidor de sinal. Ou até mesmo, deu um raio e queimou a porta WAN dele, não jogue-o fora ! Ele ainda pode servir como um repetidor de sinal Wi-Fi.

Alguns roteadores já possui uma função "repeater", mas é raro. O Tp-Link por exemplo, normalmente tem essa função, mas é somente por wds, resumindo, só funciona entre roteadores da família Tp-Link, ou seja, se for um wireless do modem da sua operadora de internet por exemplo, não vai dar certo. É claro que esses roteadores são capazes de serem repetidores de Wi-Fi, a questão ai é que essa função não está disponível no software (firmware) original, ou pelo trabalho de implementar, ou pelo simples fato de obrigar a você a comprar um repetidor, ao invés de dar a possibilidade de reciclar um roteador como repetidor. A solução para isso então seria utilizar uma firmware customizada, e quando falamos em firmware customizada para roteadores, a primeira opção é o OpenWRT.

O OpenWRT nada mais é do que uma implementação do Linux para roteadores. Você vai ter toda a robustez, estabilidade, confiança e dificuldade que os mais fudidos e caríssimos roteadores tem, em um roteadorzinho de R$100,00. Na verdade é interessante fazer o upgrade para o OpenWRT até mesmo se você for usar ele como roteador mesmo. Eu recentemente desisti da firmware original do meu roteador TP-Link pela necessidade quase que constante de ficar toda hora indo reinicia-lo. Depois que eu instalei nele o OpenWRT nunca mais precisei fazer isso.

Primeira coisa que precisamos tem em mente é que tem roteador que é tão vagabundo que simplesmente é impossível rodar o OpenWRT, pois ele precisa de pelo menos 3MB de espaço interno, e tem roteador por ai que tem a nand de 1024KB. O correto é procurar nos foruns da OpenWRT a respeito da marca e modelo do seu roteador e ver se ele é compatível, se for ele já dará qual é o processador que ele usa, que será necessário para o próximo passo.

Agora, precisamos ter em mãos o fabricante, modelo e versão de hardware do seu roteador, isso é muito importante, pois "flashar" ele com a firmware errada vai brickar seu roteador, isso não necessariamente vai mata-lo, mas o processo pra desbrikar é bem complicado, incluindo soldar fios na placa dele para ligar na porta serial e restaurar a firmware original via console. É mais fácil prestar a atenção no que está fazendo.

Eu vou usar de exemplo aqui um roteador da TP-Link, mas a idéia é a mesma para a grande maioria. Normalmente o modelo e versão de Hardware fica numa etiqueta no verso do roteador, mas as vezes ele fica na seção "Upgrade" da página de configuração:

Clique nas imagens para ampliar

Repare que nesse exemplo, ele é um roteador da TP-link, modelo WR741ND V4, nesse caso esse "V4" siginifica que o hardware é versão 4. Agora vamos procurar nos foruns da openwrt para descobrir qual a cpu que ele usa, pra isso eu só fiz uma consulta simples no google, como: "WR741ND openwrt". Isso me levou a essa página: https://wiki.openwrt.org/toh/tp-link/tl-wr741nd

Lá da pra descobrir que essa versão de hardware deste roteador usa a cpu Atheros AR9331, tendo em mãos isso, agora podemos baixar a firmware correta para esse roteador, para isso vamos entrar na página de download da OpenWRT: https://downloads.openwrt.org/

É uma página bem simples, sem frescuras. Atualmente a versão mais recente é a Chaos Calmer 15.05, se você não achar a versão do seu roteador lá, tente uma versão mais antiga. Entrando na versão mais recente, ele vai dar uma lista de harware, como eu sei que esse roteador em exemplo usa um AR9331, fica mais fácil achar, como eu não to vendo nenhum AR9XXX ou algo do gênero, eu vou no mais próximo (sim ... é meio chato achar a seção certa), usando a função pesquisar do meu navegador (Ctrl+F) e procurando pelo modelo, eu acabei descobrindo que esse roteador em questão está em "ar71xx" na subpasta "generic", o arquivo em questão é o: 

openwrt-15.05-ar71xx-generic-tl-wr741nd-v4-squashfs-factory.bin

Sim, é meio chato de achar, você pode perder algum tempo fazendo isso, mas depois que você acha não tem erro. Repare que aparece o modelo do roteador (tl-wr741nd) e a versão de hardare (V4). Não tente baixar uma firmware "semelhante", você tem a s, séria chance de brickar seu roteador. Repare que há duas opções, a com final "factory" e a "sysupgrade", a "factory" seria para a primeira vez que está instalando o openwrt, e a "sysupgrade" seria se você já tem o openwrt instalado no roteador, mas você quer apenas atualizar sua versão.

A instalação é bem simples, basta acessar a página de configuração do seu roteador, e ir na seção "Firmware" e lá selecione o arquivo que você baixou e mande atualizar normalmente. Se der algum erro, o sistema do roteador salvou sua pele, você baixou a firmware errada, agora se tudo der certo, após a atualização, seu roteador vai mudar totalmente. o led de sistema vai piscar por um tempo (ele vai demorar mais pra iniciar agora) e logo em seguida você vai ver os leds piscando normalmente como antes. Preste a atenção que até o ip de acesso poderá mudar, o ip padrão do Openwrt é 192.168.1.1

Configurando o OpenWRT como repetidor de sinal Wi-Fi

Agora que vem a configuração em si do openwrt para funcionar como repetidor de sinal, Ele nativamente não foi projetado para isso, sendo assim vamos precisar baixar um pacote adicional a ser instalado nele, e para isso primeiramente temos que conectar esse roteador á internet, você pode fazer isso via cabo WAN mesmo, ou se a porta WAN dele estiver queimada, você pode conectar ele via WiFi. Como vamos ter que conecta ele via Wifi mesmo para ele repetir o sinal futuramente, depois de logar no sistema (inicialmente ele não vem com senha), vá em "Network/Wifi", remova o wifi padrão, e entre em "Scan", ache a rede a ser repetida (ela deve estar na internet), coloque a senha dela, nomeie como quiser, e é importante deixa-la sem zona:


Depois de dar um submit, ele vai entrar nas configurações avançadas, normalmente não é necessário mexer em mais nada, então voltamos em "Network/Wifi" e a nossa nova conexão está lá, devemos esperar ele conectar, e ele vai mostrar em tempo real a força do sinal. Caso ele fique muito tempo em 0% é porque ele não ta conseguindo conectar, uma forma de resolver isso é ir em "Edit" na conexão Wifi que você acabou de criar, lá vá na aba "Advansed Settings" e abaixo em "Interface Configuration" mude a aba para "Wireless Security" e finalmente em "Encryption" mude para "WPA-PSK/WPA2-PSK Mixed Mode"


De um "Save & Apply" e ele vai voltar em "Network/Wifi" desta vez se tudo estiver certo ele vai conectar:

Tampei o SSID e o MAC por questão de privacidade

Com o roteador conectado na internet, agora vamos baixar o pacote para funcionar como repetidor, para isso vá em "System/Software" e clique em "Update Lists", ele vai atualizar a lista de software, e após aparecer uma lista de atualizações, vá ai mesmo na aba "Avaliable Packages", clique na lista "L" e procure por um pacote chamado "luci-proto-relay":


Clique em "Install" e confirme, se tudo deu certo ele dará a mensagem: Package luci-proto-relay (git-15.248.30277-3836b45-1) installed in root is up to date. Após isso, é bom reiniciar seu roteador.

Depois de reiniciar o roteador, logue novamente e vamos novamente em "Network/Wifi", agora vamos criar a segunda conexão Wifi que será a o Acces Point deste repetidor. Vá em "Add" de um nome para a sua rede em "ESSID" e deixe o "Mode" como "Acces Point", agora vá na aba "Wireless Security" e em "Encryption" deixe como "WPA-PSK/WPA2-PSK Mixed Mode" (ou apenas WPA2-PSK se desconfiar que seu vizinho vai tentar hackear seu Wifi, mas isso pode te dar dor de cabeça futuro), e defina uma senha em "Key", normalmente é a mesma da rede principal, mas você pode colocar outra se quiser:


Clique em "Save & Apply" e agora teremos as 2 conexões Wifi, a client que recebe o sinal e a master que irá retransmitir o sinal. O que está faltando agora é unir as 2 conexões, mas antes disso precisamos desativar o "Firewall" nativo do OpenWRT, como ele vai funcionar apenas como repetidor, o Firewall nesse caso só vai atrapalhar. Para isso vá em "Network/Firewall" deixe tudo como "accept" e delete todas as zonas:


Salve novamente em "Save & Apply" , e agora vamos finalmente "unir" as duas redes wifi. Vamos em "Network/Interfaces", e se quiser você pode deletar a porta "WAN" física, vá em "Add new interface" de um nome para essa interface, eu aqui usarei "Relay" mesmo, e em "Protocol of the new interface", selecione "Relay bridge", clique em submit e em "Relay between networks" marque as redes "lan" e "wwan"


Vá em "Save & Apply" e a ligação está feita, o ultimo passo é desativar o serviço DHCP, para que o ip seja fornecido pelo roteador principal, ou seja revise bem todos os passos antes de realizar essa ultima etapa. Na sua rede "LAN" vá em "Edit", verifique se o ip padrão 19.168.1.1 não é o mesmo do se roteador principal, se for mude para por exemplo 192.168.3.1. Agora lá em baixo em "DHCP Server" marque a opção "Disable DHCP for this interface", de um "Save & Apply" e reinicie seu roteador.

Pronto ! uffa !! Agora teste se a nova rede Wifi, e veja se está retransmitindo a rede Wifi normalmente, se você fez tudo certo é pra funcionar. Porém se não estiver funcionando, você terá que reconfigura-lo, e isso agora será um problema, mas ele tem solução. Mesmo que você defina a sua rede manualmente como por exemplo 192.168.3.11 (que foi a faixa de IP que definimos anteriormente como exemplo) e tentar conectar novamente nele no 192.168.3.1 ele mesmo assim poderá não entrar, não se desespere, se isso acontecer é necessário resetar sua configuração original, e ao contrário de antes, não é só segurar o reset por 10 segundos, primeiramente temos que ativar o modo de segurança do OpenWRT, para isso, desligue o roteador, ligue-o novamente só que agora fique apertando o botão reset várias vezes até que o led de sistema passe a piscar de lentamente para bem rapidamente, assim que ele começar a piscar bem rapidamente, pode parar de ficar apertando o botão reset. Agora defina manualmente sua conexão cabeada, na porta LAN do roteador para algo como "192.168.1.10", e agora vamos conectar via telnet. Se você usa o windows xp, é só ir no prompt do dos e digitar "telnet 192.168.1.1", senão você pode fazer essa conexão usando um software de telnet como o putty. Abra então uma conexão telnet em 192.168.1.1 e ele irá abrir um shell do linux. Agora dê as seguintes linhas de comando:

mount_root
mtd -r erase rootfs_data

Depois de dar a segunda linha de comando ele vai reiniciar, e vai estar com a configuração original, agora você vai ter que reconfigurar tudo de novo.

Eu sei que é ligeiramente complicado, principalmente se você nunca mexeu num roteador de verdade, mas se precisar de ajuda, pergunte nos comentários. Boa Sorte !

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Lampada de LED, a boa e a ruim

Outro dia eu ouvi um zé bunda falando: "Essas tar de lampada de ledi, fala que dura mais mais dura mema coisa !"

Perai !! vamos separar as coisas. O simples fato de uma lâmpada ser de led não garante que ela vá funcionar 30.000h, pois existe uma lei de mercado, uma maldição chamada


Pra você que não sabe o que é isso, é bom saber. Quando fazem uma lâmpada, eles não esperam que ela fique funcionando por anos e anos, ela quer que você troque-a (e compre outra) no prazo de 6 meses, um ano, é um item descartável. Claro que não são todas que são fabricadas sob esse aspecto, mas a grande maioria das de super mercado são, porém mesmo assim elas valem a pena, pois o seu consumo é praticamente a metade da fosforescente e cerca de 80% da incandescente, e se você não gosta da luz branca, a de LED acha amarela com mais facilidade.

Dai vem a pergunta: como saber se uma lampada de led é boa ? Um dos fatores que fazem as de led durarem mais, é sua maior eficiência, ou seja a maior parte da energia elétrica é transformada em luz, mas ainda não conseguiram desenvolver uma lampada 100% eficiente, elas ainda esquentam, e é justamente a dissipação de calor é que vai determinar se uma lampada de led é boa ou ruim. Repare nessa lampada de led encontrada em supermercado, (ps. eu apaguei a marca).


Ela é toda branca, com aspecto "clean" e tal, mas percebeu como ela é toda de plástico ? E além disso ela não tem sequer furos para respirar internamente. Eu já abri uma dessas, e apesar de ser de plástico, internamente ela é de metal, para dissipar o calor produzido no led, porém externamente ela é de plástico, e o plástico é um mal condutor de calor. Tanto que depois de uns 30 minutos de uso, se você puser a mão sobre o seu corpo, perceberá que ela está bem quente. O porquê de ser revestida de plástico é que fica estranho, e só comprova a teoria da obsolência programada, sem o metal dissipador de calor, o led queimaria em poucas horas, porém se ela fosse somente de metal, ela duraria anos e anos. Agora observe esse outro modelo de led, mais caro diga-se de passagem:


Repare como todo o corpo é de metal, e ainda é um metal em formato de "radiador", com certeza essa lâmpada vai trabalhar em uma temperatura bem inferior, e com certeza (tirando efeitos de oscilação de energia), ela irá durar muitos anos, no fim das contas ela saiu mais barato que a outra, porém um problema, esse modelo praticamente não existe em supermercados ! Quando muito se acha em loja de materiais de construção e olha lá. Ahh detalhe, as duas lampadas são da mesma potência, 10W, equivalente à de 25W da fosforescente.

Outra forma de desconfiar se uma lampada dessa foi fabricada pra "não durar" é verificar a sua garantia. Na embalagem vem gigante falando que a lâmpada dura 10 anos, mas bem letras miúdas diz que a garantia é de um ano. Ahh ! que legal ! o fabricante da garantia de 10% sobre a vida útil do produto, estranho isso ! E não ... não pense que você irá trocar facilmente essa lampada, caso ela queime dentro da garantia, lembre-se que você mora no Brasil.

Se mesmo assim você acha que esse papo de obsolência programada é papo de teoria de conspiração etc, leia a história de Benito Muros, que desenvolveu uma lampada de led para durar não só 10 anos, mas sim 100 ! Só que ele de certa forma está coagido de vender suas lâmpadas, pois ele está sob ameaça de morte. Benito, ficou fascinado com uma lampada incandescente que foi fabricada especialmente para durar mais, e ela está em funcionamento interrupto desde 1901 ! Ela se chama lâmpada centenária, está lá acesa a quase 115 anos em um corpo de bombeiros na Califórnia. Se uma lampada comum incandescente pode estar a mais de 110 anos acesa até hoje, imagine só uma lâmpada de led com tecnologia moderna, construída sob o mesmos parâmetros.

Atualizado 01/02/2016


Esses dias fui ao supermercado e estava com uma promoção nas lampadas de led, não aguentei e comprei só pra abrir ! E descobri o óbvio : Realmente essas lâmpadas não são feitas para durar. O mais incrível foi o preço: R$ 17,00 ! Tão barato que chega a ser duvidoso, com esse preço vc compra só o led de 10W sem o Driver.


Ai está, antes de eu abrir, não vou divulgar a marca, mas da pra ver que é uma lampada de led comum, bivolt, soquete padrão A60 de 10W. Logo ao abrir eu percebo o que eu desconfiava, os leds são porcamente refrigerados, a unica coisa que não deixa o led queimar por superaquecimento é uma chapa de alumínio "interna", revestido por um plástico:


Ai vc vê a base da placa do led, que fica em contato com um corpo interno de alumínio. Mas todo mundo sabe que o plástico é um mal condutor de calor, aqui que eu torno a repetir: Pra que um corpo de plástico ?? porque não fazer então o corpo em alumínio ?? Mas o melhor está por vir, ao chegar na base do soquete eu me deparo com um misterioso componente envolto em uma capa. Seria um fusível ? Não, por incrível que pareça, era apenas um resistor sem utilidade nenhuma ligado entre o soquete e o driver.

O Resistor na verdade é de 1W


O driver já é completo, ele não necessita de componentes externos, esse resistor só tem uma utilidade: QUEIMAR, e sim, quando ele queimar , a lampada vai parar de funcionar, e você vai joga-la fora para comprar outra. O grande problema ai é que para desmontar totalmente essa lâmpada, foi necessário a destruir parcialmente, pois ela é toda blindada. Digo parcialmente pois, mesmo assim se você ligar o driver à tomada (sem o resistor) e liga-lo à placa com os leds, ele irá funcionar, mas não servirá mais como uma lâmpada de soquete A60. Eu não vou pensar 2x ao ver uma lampada dessas "queimada" e ir direto nesse resistor, pois pense bem, essa é uma lampada de 10W ligada à um resistor de 1W, ele com certeza vai esquentar (bastante) e uma hora vai queimar.

Para não jogar fora essa lampada que eu abri, eu resolvi modificar um holofote de lampada halogena , para um de led:


Repare que eu deixei a placa dos leds encostado na carcaça do holofote, que é de alumínio. Ele joga a luz nos refletores e acaba jogando a luz pra frente. Não aproveita 100% da luz, mas com certeza irá durar bem mais sem aquele resistor e com uma boa dissipação de calor. Eu deixei ele ligado por algumas horas e o corpo da luminária estava quente (sinal que está cumprindo o papel de dissipar o calor), mas não "pegando fogo" como estaria dentro de uma capsula de plastico, acredito que a temperatura estava em torno de 40º.

Muitas das luminárias em casa tem o corpo de metal, acredito que a melhor forma de usar essas lampadas de led é fazer exatamente isso, desmonta-las e deixar o calor do led ser dissipado pelo corpo da luminária, assim acredito que esses leds durem muitos e muitos anos.

Atualizado 21/09/2016

Hoje uma lâmpada de Led, destas de supermercado queimou depois de aproximadamente 1 ano de uso intenso (ela queimou praticamente logo após sua garantia). Esta lampada de led de 15W ficava ligada as 9:00 até as 22:00 de segunda a sábado. Vamos fazer uma conta simples ? São 13 horas por dia, em 6 dias por semana totalizando 78 horas, considerando que o mês tem 4 semanas da 312 horas por mês, isso em um ano deu aproximadamente 3.744 horas de vida.

Isso está muito longe das 30.000 horas de vida prometido pela embalagem da FoxLux:



E detalhe, essas 30.000 horas só valem pelo prazo de 1 ano. Não sei em que universo paralelo essas empresas vivem, pois um ano tem 8760 horas. O motivo da queima é bem óbvio, o super aquecimento. Repare na sua carcaça que ficou até meio amarelada depois destas horas de uso:


A cola que prende o difusor de luz também já estava todo ressecado, e saiu facilmente na minha mão, repare nessa foto, como os leds estão com sinais de estresse por super aquecimento, pois a maioria da região central está com manchas escuras, quanto aos da região periférica (onde o calor se dissipa melhor) está com aparência mais saudável:


Essa é uma lâmpada da FoxLux, que sabe muito bem que essa lâmpada não vai durar mais do que 4000 horas de uso, é uma prova de que tudo que eu disse aqui, é verdade, ela já é projetada para durar um ano ou menos, e dai deve ser trocada. Basta saber agora se estas lâmpadas de led "comuns" economizam mesmo o que prometem, mas infelizmente eu não tenho equipamento para medir isso. Quem sabe futuramente.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Dimmer para led ou motor DC usando o CI 555

Já deve ter reparado como a maioria dos drivers para led não permite a dimerização (controle de luminosidade), e os que permite, são o olho da cara. A melhor solução para isso seria criar um dimmer DC a ser usado entre o led e o driver. A melhor forma para isso seria usar um PWM, ou o controle de luminosidade por micro pulsos, o problema é que quando se fala de PWM logo vem a cabeça microcontroladores, Arduino etc, mas sinceramente usar um microcontrolador para isso é um desperdício (a não ser que você queira controlar remotamente), sendo que o nosso velho e bom CI 555 é capaz de gerar pulsos PWM com poucos componentes e baixo preço. O esquema abaixo eu encontrei na internet, mas eu fiz algumas alterações em valores e removi alguns componentes para deixar mais enxuto e não deixar o incomodo de perceber que o led está piscando:

Clique na imagem para ampliar

Esse esquema foi projetado primeiramente para controlar a velocidade de um motor, mas no vídeo abaixo eu faço o teste usando um led de alto brilho. O sinal de pulso dará pelo pino 7, sendo assim você pode usar qualquer transistor NPN ou mosfet (como sugerido no esquema). No vídeo abaixo, como estou usando um simples led, eu uso um transistor NPN simples (2N3904), mas no caso de um led de potência, você pode usar um TIP120 por exemplo, lembre-se, o CI555 só gera o pulso PWM, vai ser o transistor ou mosfet que irá suportar a corrente do led ou motor.


Esse projeto não custou R$10,00 em peças, nada mal pra um Dimmer !

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Chromecast a nova era da TV digital


Olha só, o papai noel me trouxe uma surpresa esse natal ! Surpresa em todos os sentidos, esse dispositivo do tamanho de um pendrive superou expectativas.


Esqueça tudo que você já viu sobre dispositivos que vão direto no HDMI: Android TV, Raspeberry PI, Apple TV etc. O Chromecast supera todos, e isso por causa da ideia genial de ser simples. Simples até demais, ele não tem uma opção "desligar" e nem vem com manual, apenas com um guia rápido na caixa, apenas um botão e uma entrada de energia por um conector micro usb, compatível com qualquer carregador de celular comum, mesmo assim ele já acompanha um comprido cabo USB e uma fonte USB para tomada, para caso a sua TV não tenha uma porta USB e/ou sua tv não tenha porta HDMI versão 1.4, que nesse caso, bastava ligar ele na porta HDMI que ele já estaria alimentado. Ele também acompanha um extensor HDMI, caso fique apertado e ele não encaixe.

Botão de reset

O único botão presente nele é apenas de reset, sem outra utilidade. Se você segura-lo por aproximadamente 20 segundos enquanto ele estiver ligado, ele vai reiniciar com a configuração de fábrica, só útil em casos de pane e travamentos. Mesmo expondo que ele é passível de erros como qualquer dispositivo, achei legal deixar isso transparente, pois normalmente o processo de reset é "penoso", com aqueles furinhos só acessíveis com um arame fino pra acionar um botão interno, ou com procedimentos mirabolantes ou até mesmo só via porta usb por software. Qualquer problema é só segurar o botãozinho por 20 segundos, reconfigurar e pronto.

A configuração também é simples, mas pode confundir uma pessoa leiga com tecnologia pela falta de instruções "passo a passo". Ela é feita inicialmente pelo aplicativo Chromecast, que está disponível na loja do Google Play, certamente deve ter uma versão para IPhone na Apple Store. Quando você entra no aplicativo Chromecast ele já detecta o dispositivo que está próximo (plugado e funcionando na TV), mesmo que ele não esteja na rede ainda, aparentemente ele desconecta a rede wifi do celular e faz uma conexão direta no dispositivo que ainda não foi configurado, depois de configurar a rede e a senha do wifi no Chromecast ele volta a conectar na rede wifi e procura ele agora na sua LAN, a partir dai ele já está pronto para o uso, e não é mais necessário usar esse aplicativo, ou seja, qualquer celular que esteja na mesma rede do wifi vai enxergar o Chromecast. A única coisa que achei falha nesse processo é que ele só reconhece uma rede Wifi por vez, ou seja, se você levar ele na casa de um amigo, lá ele não vai reconhecer a rede wifi e você terá que configurar novamente, até ai normal, porém ao fazer isso, ele "perde" a configuração da sua casa, obrigado você a reconfigurar de novo ao voltar na sua casa. Ele devia ter um modo "hospede", onde a configuração não fosse definitiva, ou armazenar algumas redes wifi na sua memória, para quem o usa em vários lugares, com redes wifi diferentes.


Mesmo que seu problema seja uma rede Wifi, existe um acessório que o conecta via cabo Ethernet, repare na imagem acima, ele substitui a fonte original e fornece tanto energia como conectividade via cabo, caso não chegue sinal de Wifi no local onde está a TV. Nesse caso é necessário ativar o "Modo Visitante" no app do Chromecast, pois dai quem irá fornecer internet para o celular vai ser uma conexão Wifi gerado pelo próprio Chromecast, via cabo, porém o alcance é bem limitado.

Agora com ele configurado, basta usar um aplicativo que tenha suporte ao "Casting". Em seu lançamento apenas alguns aplicativos tinham suporte, porém depois que o Google liberou o seu SDK, uma grande gama de apps já são compatíveis, isso inclui: Netflix (o primeiro a ter suporte ao casting), YouTube, Vevo, Cracke etc. Mesmo assim, se seu Android for versão 4.4 ou superior, ainda tem a opção de espelhar a tela no Chromecast, essa opção é a "Transmitir Tela" dentro das configurações de Tela, porém nesse caso você pode ter alguns lags. Em todo caso é só procurar pelo ícone:

 
nos apps que dão suporte ao casting, que você terá o melhor desempenho. E estamos falando aqui, tendo uma internet boa, de pelo menos 10Mbps, de uma imagem em FullHD, sem lag algum. Nem mesmo espelhando a tela de um notebook via HDMI numa TV FullHD, eu vi desempenho de imagem e som tão perfeitos, você chega a esquecer que está assistindo usando uma internet. Eu já usei ele por diversos dias, principalmente com o Netflix (que eu total recomendo a assinatura, pelo custo / benefício), e sem mentiras, eu não vi sequer 1 lag em toda transmissão. A imagem começa em SD, porém depois de uma boa bufferização, ela segue até o fim em FullHD. Há rumores de que quem utiliza o streaming via Chromecast, acaba tendo um acesso "VIP", ou seja, tem prioridade na fila, e acaba tendo um acesso mais rápido e com imagem melhor do que usar um PC, mas isso são só boatos.

Falando em questão de apps legais para usar o casting, vou destacar aqui (além do Netflix), dois em particular para você que baixa os "piratão" do Piratebay, eles são o "LocalCast" e o "Videostream". Em primeiro o "LocalCast" é interessante,pois ele consegue fazer em casting de qualquer video na internet, basta ter o link, você pode fazer o cast de videos em sites por exemplo, basta entrar na opção "compartilhar esse video", e na lista de apps, escolher o LocalCast. Porém o que eu mais achei legal mesmo, é a opção de reproduzir filmes no cartão de memória do celular, em qualquer formato, e ainda com a opção de carregar uma legenda (baixada no opensubtitles por exemplo) e reproduzir no Chromecast perfeitamente. Isso muda totalmente o cenário de um simples "tocador de web", para um reprodutor multimedia FullHD wireless ao alcance de qualquer TV "velha" que tenha no mínimo HDMI. O outro app que fecha esse pacote é o "Videostream" que faz basicamente o mesmo, só que ao invés de ter o filme na memória do celular, ele está no HDD de algum PC ligado a rede, basta instalar uma extensão no Google Chrome e o deixar aberto (não necessita de mais nada além disso), e pelo seu celular você escolhe o filme que quer assistir e manda reproduzir no chromecast, sem nem mesmo estar perto do PC.

Então quando falam que o Chromecast transforma qualquer TV com HDMI em uma SmarthTV, não estão mentido. Até mesmo pelo fato de que mesmo necessitando de um celular como "controle remoto", ele de certa forma trabalha de forma independente. Eu percebi isso quando meu celular morreu por falta de bateria, e mesmo assim eu continuei assistindo o Netflix sem interrupção, episódio atras de episodio. Isso não só da liberdade, como também tira a preocupação de estar "torrando a bateria" enquanto se assiste algo. É claro que magica não existe, e se a origem do video é um filme, foto ou musica no seu celular, o mesmo não acontece. Acredito que ao fazer o casting, o app deve mandar um script com as instruções de reprodução e a segue até segunda ordem, trabalhando de forma independente.

Porém nem tudo são flores. é claro que ele tem problemas. Além do citado anteriormente, de ele não salvar mais de 1 rede wifi, o que eu achei mais chato é o seu controle de volume que é totalmente inutilizável. É possível sim controlar o volume pelo celular, mas isso é inviável, pelo simples fato de que quando você baixa o volume em um App, o volume fica baixo em outro, mesmo deixando nele, o no máximo. Por exemplo: Você reproduz um video do You tube e deixa o volume no mínimo, quando você mudar e reproduzir algo no Netflix, o volume ficará baixo, mesmo que no Netflix o volume esteja no máximo. A unica forma de voltar ao normal é, voltar no youtube, deixar o volume no máximo e novamente abrir o Netflix. Se você usa uma dezena de apps no chromecast, isso vai virar uma total bagunça, inviabilizando o controle pelo celular, tendo que estar com o controle da TV por perto, só pra ajustar o volume. Um bug grave que não sei porquê ainda não foi corrigido.


Outra mancada da Google, foi o lançamento do Chromecast 2, que de novidade não tem quase nada, só a aparência que agora é em forma de disco o conector HDMI é em forma de cabo, e é claro é mais caro. A ideia de dispensar o extensor para ter um pequeno cabo é valida, mas não me agrada ter um dispositivo "pendurado" na TV. A Google também promete maiores resoluções e conexão wifi dualband, mas pra que ? Ai que vem a velha pergunta, pra que ter uma conexão de 300Mbps, se sua internet só tem 10 ? Só pra inglês ver ? Ele promete também um carregamento mais rápido, porém na sua versão antiga um streaming do youtube por exemplo carrega em segundos, será que vale a pena tudo isso, pois o preço (alem de ser mais caro), de não poder mais ter a opção de alimentar ele pela própria USB da TV ? (ou no HDMI, se ele for versão 1.4), ou seja, o Chromecast 2 obrigatoriamente tem que ser alimentado na tomada, certamente ao uso de mais energia do que sua versão anterior. Se não bastasse isso, a Google teve a ideia de tornar qualquer aparelho de som, em um aparelho de som com wireless, é o chamado Chromecast Audio.


Praticamente idêntico ao Chromecast 2 (até no preço, mas ainda não tem no Brasil), até nos apps e configuração, porém só faz streaming de audio. Ai que tá: Por que não simplesmente colocar uma saída de áudio no Chromecast 2 ?? Dai sim ia ter vantagem, mas comprar um aparelho só pra reproduzir audio é totalmente ridículo.

Entre os prós e contras, ainda recomendo comprar o Chromecast, é um ótimo investimento, ainda mais agora com a nova versão, a versão antiga caiu o preço (e como eu já disse , faz a mesma coisa), e também com a sua popularização, já há uma enorme gama de apps compatíveis, vai fazer com que você esqueça a sua  TV por assinatura de vez. Eu mesmo faz dias que não ligo o aparelho da NET, afinal de contas, se for pra assistir pela milésima vez um episódio de House, prefiro que seja em HD.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Star Wars O despertar da força, o Blockbuster mais esperado do ano

Só avisando, esse post tem "SPOILER", não quero ninguém de mimimi depois.


Levante a mão se você também esperou o ano todo, imaginando que ia ao cinema pra assistir a um puta filme, que daria continuidade a uma das maiores séries de ficção científica já criada, e no final do filme você pensou: É isso ?

Pois é, eu também pensei: É isso ?, um remake do episódio 4 ?? Pois é, o filme tem tão pouca criatividade que chega a ser realmente um remake. Não tem como não comparar as semelhanças: O filme já começa com um robozinho num planeta desértico carregando informações importantes, e ela é a localização de Luke, o ultimo Jedy vivo. No desenrolar da trama até que te dá uma esperança de que vai ter coisa nova, até aparecer com um uma super arma que destrói planetas ... opa já vi isso antes ! pois é, e toda a trama vai se virar de como eles vão destruir essa super arma, achar seu ponto fraco ...

O mais ridículo de tudo foi criar um "pseudo" Darth Vader, um muleque que usa uma mascara de ferro por motivo algum ... aparentemente só para imitar o próprio Darth Vader. Dai você já imagina que a mocinha vai enfrentar ele no final e depois de uma luta épica nenhum dos dois morre, dando uma deixa para uma continuação. O detalhe é que ela consegue lutar com um mestre Sith, mesmo tendo ali na hora, pego pela primeira vez em um sabre de luz. Aliás, ela aprende sozinha como usar a força,  do dia pra noite, nem mesmo o Anakin e seu filho Luke conseguem essa proeza, ela é foda ! (até demais)

Eu falei em "deixa pra continuação" ? Está bem nítido que esse filme é apenas um "Plot",ou seja uma base bem fraquinha para uma série de pelo menos mais 4 filmes para vir ai. Bem fraquinha mesmo ! aliás a unica coisa que salva foi não usar muito CGI (até pq os poucos que tem, são mal feitos), eu mesmo chequei a achar que a princesa Leia era um dos poucos CGI que tinha, mas me dei conta que o problema dela era excesso de botox mesmo.

Não se faz mais filmes como antigamente, FATO, e nos trailers antes do filme, já mostra que vão fazer outros Blockbusters iguais a esse: outro xman, outro avengers, outro capitão américa ... O que falta,vão fazer outro avatar também ? uma continuação do Titanic ? Ir no cinema está ficando cada vez mais uma opção pra aqueles finais de semana que você não tem nada pra fazer:

- Olha, vai estrear hoje outro filme do XMan ...
- Vamos no outro final de semana, nasceu um filhote de elefante no zoológico !
- Nossa que legal !! Qual será o nome que darão a ele ??

Ou, até mesmo como diriam por ai: Espera sair no PirateBay !

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Aprenda a burlar o bloqueio do WhatsApp

Aparentemente as operadoras estão "mexendo os pauzinhos" e a justiça mandou bloquear o WhatsApp a partir das zero horas de amanhã (17/12/2015), mas como todo brasileiro sempre tem um jeitinho pra tudo, vamos usar um velho amigo nosso de tantos outros bloqueios, inclusive do youtube quando a Daniela Cicarelli entrou na justiça, depois de um paparazzi postar um vídeo dela dando no mar, a rede TOR.

Para usar a rede TOR no seu celular Android, vá na PlayStore e instale um aplicativo chamado Orbot

Clique nas imagens para ampliar

Após instalado o aplicativo, entre nele e vá em configurações no canto superior direito da tela:


Agora procure procure uma opção chamada ExitNodes, e escreva {US} na caixa de texto que aparecer:


Clique em ok, e marque também a opção "Strict Nodes", Isso evitará que caia em algum endereço no Brasil, redirecionando todas as conexões para os EUA. De um voltar e aperte e segure no grande botão central do aplicativo:


O robozinho vai ficar verde e com as mãos pra cima, indica que você já está conectado à rede TOR. Agora basta clicar no botão Apps na parte inferior da tela, ele vai te dar um aviso, clique em "Activate" e o Android vai perguntar se você confia nessa conexão VPN. Marque a caixa que você confia e de um ok:


Agora você tem que esperar até qua abaixo do robozinho apareça escrito "Connected to the tor network". Se demorar muito a aparecer, segure o botão central, ele vai desconectar, e logo depois segure novamente para reconectar. Agora você pode clicar em "Check Browser" para testar sua conexão e se você está na rede Tor, uma chavinha no canto da tela já te diz que está conectado à uma rede VPN. Se não estiver tendo conexão, não se desespere ! volte ao aplicativo Orbot e simplesmente repita a operação de segurar o botão central para desconectar e depois segurar para conectar novamente, normalmente na segunda tentativa ele funciona.


Está tudo pronto ! agora se tudo estiver certo, você estará livre do bloqueio do WhatsApp amanhã, lembre-se de deixar o aplicativo aberto e conectado, junto com a conexão VPN.

Atualização 17/12/2015

Assim como eu previ, a rede TOR está funcionando bem e está permitindo o uso do Whatsapp através dela por enquanto porém, algumas pessoas estão tendo dificuldades em fazer funcionar. Vale lembrar que não da pra garantir o funcionamento em todo aparelho, e uma dica simples é deixar a opção "Iniciar o Orbot no Arranque" e reiniciar o aparelho.
Há também outras redes VPN que as pessoas estão usando e está funcionando bem também, uma delas é o aplicativo Psiphon. Aparentemente se seu Android não for 4.0 ou maior você vai precisar fazer root nele, isso é fácil de fazer também, procure no google como fazer no modelo do seu celular. Normalmente um aplicativo chamado KingoRoot funciona bem na maioria dos aparelhos, mas você precisa instalar ele no computador e fazer o procedimento via cabo USB.